Morte e vida Maria

Dizem que o tempo é fugidio e realmente ele é. A vida migra e emigra na inexorável distância entre o SER, ESTAR e o TER. E afinal, qual o sentido dela? É uma limitada canção que baila de segundo a outro e quando se nota, a última nota, toca. A peça acabou, O galo não cantou e O sol não nasceu, E o tempo? O tempo findou. A nossa consciência parece estar imersa em um turbilhão de caos, pensamentos, sinapses, ideias, dificuldades e ilusões. Diante de toda essa fugicidade, estamos repletos de inseguranças futuras e vemos findar o que chamamos de presente. Presente, pois é uma dádiva. Aquele "pomo de ouro" que é impossível mensurar, pois quando se percebe o presente, o instante já é passado. Tempo: Tic- tac, tic-tac. Qual o sentido do tempo quando o que na verdade importa é a imensidão do espaço? E realmente há sentido em tudo isso? Há sentido em viver e não em estar. O estar finda-se com o tempo e momento mas contraditoriamente, o estar é levemente previsível, pois sempre estamos algo: estamos felizes, cansados, tristes, desanimados, incompreendidos, imensurados... Há sentido em ser e não em existir, a existência existe propriamente por si só. O ser leva tempo, espaço, trabalho e evolução. O ser revela o mais alto grau de interioridade do ser, do meu ser, do seu ser, do nosso ser. A vida é um instante e como adoro utilizar comparações e metáforas: A vida é como uma peça de teatro, rimos, choramos, falamos, agimos e atuamos mas o sentido da vida está na história que você traz a ela. O SER protagonista, o ESTAR vivo e o TER oportunidade de viver. Mas o mais importante é lutar. Ademais, viver e lutar são artes, não obrigações. A vida tangencia a existência, a consciência, a incumbência. VIDA, TEMPO, ESPAÇO, CONSCIÊNCIA, EVOLUÇÃO, VALOR, AMOR,DOR, SER, ESTAR, EXISTIR.

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