Paulicéia Desvairada
Vivo na região Sudeste, na Nova York brasileira, uma cidade que nunca dorme. Vivo em São Paulo, para uns "Sampa" para outros "Paulicéia desvairada" e para além cidade de pedra. Durante o dia, suas ruas transformam-se em veias e cada habitante é como uma hemácia no fluxo agitado da cidade. Cada prédio forma seu esqueleto. Cada janela, de cada construção faz parte da sua vista. Cada fio de alta tensão faz ligação entre si, como as sinapses neuronais A noite, um novo mundo ... Uma nova cidade Escuto uma constante batida, batida essa que se assemelha a batida do coração O vento sopra frio, sereno e calmo ... Sua respiração. Nas sombras e na escuridão, mostra seu lado sombrio. São Paulo, uma cidade de temperamento forte. Cidade que se fosse pessoa, seria mulher ... Ou melhor, mãe! Mãe que abriga seus filhos, filhos de todos os lugares, culturas, sotaques ... Filhos que vem de longe, além da serra, além do mar ... Cidade que além de mãe, é o abrigo apaixonado ...