Inversão de incumbência: o jovem como protagonista
Historicamente, o conhecimento é transmitido de forma linear entre as gerações. Geralmente é sucumbido que as informações, conhecimentos e tradições sejam disseminados dos “mais velhos” para os “mais novos”. Todavia, na Era Tecnológica, há a inversão desses papéis.
Porquanto, tal fato deve-se a facilidade dos mais jovens em se adaptar as novas tecnologias, visto que, já nasceram em um tempo de ascensão da internet, computadores e celulares. Além disso, cada vez mais há a necessidade de implementar novas tecnologias aos diversos âmbitos da vida. Contudo, os nascidos nas gerações Tradicionalista, Baby boomer e geração X apresentam dificuldades em acompanhar os novos cenários.
Ademais, a diversidade etária é extremamente crucial no quesito “acompanhar as evoluções”. Tal problemática ficou ainda mais evidente com o acertamento da pandemia da Covid-19. Esta, assim como as grandes crises globais enfrentadas pela humanidade como a Primeira e Segunda Guerra Mundial, são percursoras de abruptos avanços tecnológicos e responsáveis por mudanças significativas no cotidiano das pessoas e, atualmente o público que sofreram os maiores reflexos foram os “mais velhos”. Além disso, com a mudança das modalidades de trabalho do “presencial” para o chamado “trabalho remoto” ou home office, a adversidade tecnológica tomou espaço na vida dos tradicionalistas, Baby boomers e geração X.
Uma possível elucidação para esse problema é proporcionar aos “mais velhos” a possibilidade e oportunidade de aprenderem a entender, se enquadrar e se adaptar a Era Digital. Isso pode ser feito por pessoas de notório saber ou até mesmo os mais adaptados ao mundo digital. A escola pode abrir espaço para que esses jovens ensinem as pessoas com dificuldades de forma didática, livre e dinâmica. Esses ensinamentos podem ser transmitidos nas salas de computação das escolas e há a possibilidade de organizar “minicursos” de acordo com o nível de conhecimento ao qual estão inseridos.
O pavor do desconhecido aliado com a erronia ideia do fato de se considerarem muitas vezes leigos no assunto, fomentam um medo desproporcional que enfatiza a impossibilidade de conseguirem se integrar a esse novo mundo que de forma repentina os excluíram, ou ainda, a vergonha de não possuírem conhecimento algum perante seus colegas de curso, alimentam a tendência de não buscarem conhecimento no assunto. Entendendo a problemática envolvida é fundamental a construção de um ambiente que não apenas promova o conhecimento e permita o contato com a tecnologia, mas principalmente, se apresente como acolhedor, enfatizando cursos com turmas pequenas e oferecendo níveis extremamente básicos.
Por conseguinte, essa solução poderá de certa forma aproximar os “mais velhos” das tecnologias que são cada vez mais recorrentes e consolidam tendencia em expansão. Nessa inversão de papéis, a possibilidade do jovem em transmitir seus conhecimentos é fantástica também. Segundo Kimura, a transmissão do conhecimento não é apenas falar e ensinar o que sabe, mas inspirar novas ideias e justamente essa transmissão pode inspirar a atenção das pessoas para essa adversidade e, assim, demandar novas soluções.
Texto de Luís Gustavo Bianchini e Maria Eduarda
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